Por Jurandyr de Oliveira e Patrícia Zago*
As regras estão em todos os lugares, e muitas vezes nos aborrecem pelo simples fato de existirem. Tenho que ficar na fila do supermercado, tenho que usar determinado tipo de roupa no trabalho e outro na balada, tenho que pedir para minhã mãe para usar o carro, não posso dormir com o namorado (a) em casa, não estacione, respeite o limite de velocidade, é obrigatória a apresentação da carteirinha de sócio, hora para dormir, hora para acordar, para comer, prazo para entregar o trabalho, atingir metas....... Regras, regras, regras, se não fossem as regras eu seria mais feliz. Será?
As regras estão em todos os lugares, e muitas vezes nos aborrecem pelo simples fato de existirem. Tenho que ficar na fila do supermercado, tenho que usar determinado tipo de roupa no trabalho e outro na balada, tenho que pedir para minhã mãe para usar o carro, não posso dormir com o namorado (a) em casa, não estacione, respeite o limite de velocidade, é obrigatória a apresentação da carteirinha de sócio, hora para dormir, hora para acordar, para comer, prazo para entregar o trabalho, atingir metas....... Regras, regras, regras, se não fossem as regras eu seria mais feliz. Será?
Imagine-se num mundo sem regras, onde pudesse fazer o que bem entendesse, na hora e do jeito que quisesse, isso não seria maravilhoso? Aparentemente sim, mas vejamos o contraponto disso, o seu irmão, seu pai, seu filho, seu amigo, e seu vizinho também poderiam fazer o que bem entendessem, e sendo assim, seu amigo poderia pegar seu carro sem a sua permissão ou sua melhor amiga invadir sua casa para fazer uma festa com os amigos dela. Ou então os amigos e conhecidos invadindo seu casamento sem antes terem confirmado presença.
Embora muitas vezes as regras pareçam chatas e difíceis de serem seguidas, elas podem ser necessárias para dar limites aos relacionamentos, estabelecendo o que cada um pode ou não fazer dentro do convívio social. Nesse sentido as regras permitem que os membros de um grupo se sintam respeitados em seu valores e costumes, ou seja, elas são necessárias por estabelecer os direitos e deveres das pessoas no convívio social.
Entretanto as regras não devem ser excessivas e difíceis de serem cumpridas, além disso, precisam ter algum valor para aqueles que terão que seguí-las. Excesso de regras ou regras muito rígidas aumentam a chance de serem desrespeitadas, gerando desapontamento entre os envolvidos em seu (des) cumprimento.
Mas como são estabelecidas as regras?
As regras podem ser estabelecidas explicitamente, ou seja, as pessoas que convivem tiram um momento para estabeler os acordos de convivência, estabelecendo o que consideram importantes para o convívio dos envolvidos. Ou podem ser estabelecidas implicitamente, neste caso, elas "surgem" do convívio, como nos relacionamentos amorosos, onde normalmente os casais "descobrem" o que podem ou não podem fazer pelo convívio de um para com o outro. Embora as pessoas assumam diferente posturas frentes aos relacionamentos amorosos, em nossa sociedade é mais frequente os casais assumirem relacionamentos fechados (monogâmicos) sem precisar sentar e fechar este acordo, fica sub- entendido que esta é a regra vigente. Neste caso, uma pessoa traída, não espera ouvir do parceiro. - Poxa, mas não combinamos que deveria ser fiel à você, não falamos nada sobre isso! Nota-se, por este exemplo fictício, que uma vantagem em se estabelecer regras explicitamente é ser possível se certificar da tomada de consciencia sobre a mesma e se o outro concorda ou não com o seu cumprimento.
Um outro exemplo pode ser o de um jovem casal em que a mulher assumiu nos primeiros anos de casamento as tarefas domésticas enquanto o marido trabalhava fora e provia a casa, o casal implicitamente definiu o papel do homem e da mulher, mas com o surgimento de uma oportunidade de emprego, ela passa a trabalhar fora, como o marido, e ainda continua a fazer as tarefas domésticas sozinha, ou seja, segue as mesmas regras que outrora pareciam distribuir de forma equilibrada as tarefas de casa, mas frequentemente esta aborrecida com o marido. Como não toma conhecimento das regras implícitas que segue, sente-se injustiçada pelo parceiro não ajudá-la. Mas será que ele esta notando que as "regras" precisam ser revistas? Neste caso as regras devem ser explicitamente refeitas e as tarefas devidamente distribuidas.
Antes de nos aborrecermos com as regras a que somos submetidos, precisamos nos questionar sobre suas vantagens e desvantagens, e desenvolver um raciocínio que privilegie o bem do grupo, ou do casal, as regras devem propiciar o bom convívio entre todos. Mas normalmente nos aborrecemos com elas porque momentaneamente nos tiram algum privilégio, não se trata de sermos coniventes com todas as regras, aliás, exigências injustas devem ser revistas sempre que possível.
Um outro exemplo pode ser o de um jovem casal em que a mulher assumiu nos primeiros anos de casamento as tarefas domésticas enquanto o marido trabalhava fora e provia a casa, o casal implicitamente definiu o papel do homem e da mulher, mas com o surgimento de uma oportunidade de emprego, ela passa a trabalhar fora, como o marido, e ainda continua a fazer as tarefas domésticas sozinha, ou seja, segue as mesmas regras que outrora pareciam distribuir de forma equilibrada as tarefas de casa, mas frequentemente esta aborrecida com o marido. Como não toma conhecimento das regras implícitas que segue, sente-se injustiçada pelo parceiro não ajudá-la. Mas será que ele esta notando que as "regras" precisam ser revistas? Neste caso as regras devem ser explicitamente refeitas e as tarefas devidamente distribuidas.
Antes de nos aborrecermos com as regras a que somos submetidos, precisamos nos questionar sobre suas vantagens e desvantagens, e desenvolver um raciocínio que privilegie o bem do grupo, ou do casal, as regras devem propiciar o bom convívio entre todos. Mas normalmente nos aborrecemos com elas porque momentaneamente nos tiram algum privilégio, não se trata de sermos coniventes com todas as regras, aliás, exigências injustas devem ser revistas sempre que possível.
Mas será que sabemos quais são as regras implícitas que regem nossos relacionamentos? Porque o outro espera que eu me comporte de determinada maneira? Eu tenho mesmo que avisar meu companheiro(a) toda vez que vou visitar a minha mãe? Tenho que ligar todo dia? Será que as regras que seguimos tem propiciado um bom convívio?
Caso perceba que as regras estão rígidas, antes de se aborrecer com quem não as segue, veja se não é necessário revê-las, e implantar uma nova regra que leve em consideração sua importância, vantagem e que seja relativamente fácil de ser cumprida.
Caso perceba que as regras estão rígidas, antes de se aborrecer com quem não as segue, veja se não é necessário revê-las, e implantar uma nova regra que leve em consideração sua importância, vantagem e que seja relativamente fácil de ser cumprida.
* Patrícia Zago é psicóloga pela Universidade Estadual Paulista (UNESP-BAURU) e atualmente trabalha como psicóloga do Núcleo de Apoio em Saúde Mental da cidade de Ibitinga (SP).

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.